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Uma Reflexão dos Nossos Dias
Por Elsa Moinheiro (Administrador do Jornal), em 2012/03/14851 leram | 0 comentários | 250 gostam
Artigo de opinião submetido pelo colaborador Filipe Tavares Pereira da APEEEA.
Cada vez mais os nossos horários não são compatíveis com os horários escolares dos nossos filhos. Grande parte de nós, Pais, tem uma carga horaria excessiva, muitas vezes trabalhando por turnos ou ao fim de semana. E, de alguma forma, vamos descurando o sentido de FAMILIA, em prol de conseguir sustentar o seio família.
Muitas vezes, os nossos filhos têm que se levantar cedo para ficarem entregues a Amas, Infantários ou nas próprias escolas e, em muitos casos, ficam depois obrigados a regressar sozinhos ao lar, ou a esperar longas horas até que regressemos dos nossos trabalhos, para os recolher.
Em muitas situações, os nossos filhos têm que requentar ou confeccionar as suas próprias refeições, o que requer desde cedo a aprendizagem da utilização dos utensílios de cozinha, assim como a utilização do gás doméstico.
Agora pergunto eu: será que alguma vez paramos para pensar verdadeiramente nos riscos a que os nossos filhos estão expostos? Facas ou panelas com líquidos quentes serão das coisas mais vulgares, mas também poderíamos pensar em electrocussão ou curto circuito. Será que as nossas crianças e jovens estão preparados para terem os devidos cuidados quando utilizam os utensílios ou electrodomésticos?
Nenhum de nós quer sequer pensar em tal situação, mas a verdade é que estas situações podem acontecer a qualquer momento.
Como pais, deveríamos dar informação aos nossos filhos, por exemplo, sobre a forma de actuar em caso de incêndio para que, numa situação de risco, a criança ou jovem não entre em choque e saiba como proceder.
Julgo que comprar um extintor de pó químico do tipo A, B, C, apesar do encargo da compra e da revisão anual que se deve fazer ao equipamento, sempre serviria para apagar um pequeno foco de incêndio na habitação.
Volto a perguntar-me, se alguma vez ensinamos aos nossos filhos como proceder na seguinte situação: uma frigideira ao lume com óleo em labareda, como fazer para extinguir o foco de incêndio?
A maneira mais simples é pensar que isso não vai acontecer, mas o perigo está ao virar da esquina e quando menos esperamos está a bater à nossa porta.
Fiz esta reflexão depois de visitar o filho de um amigo, que está internado no Hospital com queimadura de 1º, 2º e 3º grau, na perna e pé direito, porque colocou a frigideira ao lume e foi para a sala; quando regressou à cozinha, o óleo da frigideira estava em labareda e a primeira reacção do jovem foi pegar na frigideira e retirar da cozinha.
Isto aconteceu porque os pais não lhe deram a informação necessária para esta situação. Numa situação idêntica, o procedimento mais correcto será humedecer uma toalha de banho e abafar a chama, e nunca tentar deslocar a frigideira, sob pena de entornar sobre nós o óleo a ferver.
Nesta situação, além da dor do jovem e da infelicidade dos pais por tal situação, ficam as cicatrizes para os fazer recordar o resto da vida.
Como pais, devemos reflectir sempre e ponderar todas as possíveis respostas para as diversas situações, mesmo as menos boas, porque se não somos nós a dar a informação aos nossos filhos eles irão procurar a resposta por sua própria conta e risco ou pedir a informação à pessoa errada.
Depois, já é tarde para reflectirmos e tarde para nos arrependermos.

Filipe Tavares Pereira


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